HOMEM DA ESQUINA

Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. Se tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é.

Inutensilio, ensaio de Paulo Leminski

A ditadura da utilidade A burguesia criou um universo onde todo gesto tem que ser útil. Tudo tem que ter um para quê, desde que os mercadores, com a Revolução Mercantil, Francesa e Industrial, substituíram no poder aquela nobreza cultivadora de inúteis heráldicas (A heráldica refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos), …